sangue – quem dera o sangue fosse só o da menstruação (livro)

POST LIVROS 2

 

idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14 x 19,5
páginas: 124
papel: pólen 90 gramas
ano de edição: 2019
edição: 1ª

 

Participei visualmente dessa antologia, contando com três artes que se relacionam com o temática focal.


“Mas o que é poder ser mulher? Ora é mãe solteira ora tem pinto ora é pobre ora se acha ora é gorda ora é negra ora não sabe dirigir ora não pode abortar ora não pode amamentar ora é louca ora é mimimi ora é loira burra ora é aproveitadora ora apanha ora é ciumenta… ora ora…

Poder ser mulher é driblar tudo que é ser homem e engolir lágrimas de cansaço ódio medo repúdio luta vitórias.

E a definição de quem pode ser mulher? Não basta dizer “sou mulher” – o outro precisa te reconhecer como. E não o faz. Ou é coitada ou é biXa ou é quenga. Mulher “que se dê valor”? Ah. Essa está em extinção. Recatar é lei. Submissão é garantia de casar. E se casou, ser mulher pra quê?

Ser mulher é tema batido. Ainda bem. De tanto recorrermos aos mesmos temas passamos a ver inúmeras mulheres juntas se reconhecendo e obrigando outras a reconhecerem espaço voz lugar de fala corpo escolhas. É aí que poder ser mulher ganha força.

Temos, nessa antologia de belas poetas, mulheres. Mulheres que podem ser indígenas estrangeiras lésbicas briguentas parceiras. E que estão envoltas de poesia… de desabafo de amor de querências de queixas de quem somos e seremos. Panfletárias.

Ser mulher é poder. E podemos. Podemos todos os dias. Podemos poder ser.

Vamos juntas?” ( Debora Ribeiro)