OBRAS PARA EXPOSIÇÃO: 100 anos da Colônia Juliano Moreira: arquivos, territórios e imaginários

As esculturas em cerâmica intituladas “A origem da Geometria” e a tela em pintura com nome “Noite eterna” são convites sobre pensar tempo e escritura enquanto propriedades não autoevidentes.
Visitem a exposição.
Projeto para exposição: Poéticas do agora
Projeto desenvolvido a partir do premio Goethe, da residência casa Europa.




Em colaboração inédita, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), o Consulado Geral da França e o Goethe-Institut Rio de Janeiro, no âmbito na cooperação cultural franco-alemã #JuntesnaCultura, uniram suas forças para criar um evento significativo para o circuito das artes visuais: o Edital de Residência Casa Europa, que culminará na Mostra Poéticas do Agora A chamada pública recebeu mais de 200 inscrições de artistas visuais atuantes no estado do Rio de Janeiro. Três deles foram contemplados com bolsas de residência: Guilhermina Augusti, Loren Minzú e Tainan Cabral.
https://dasartes.com.br/agenda/poeticas-do-agora-centro-cultural-justica-federal/
Projeto para exposição: ÀMÌ: Signos Ancestrais
Composição de 6 trabalhos em dimensão 40×60 em técnica mista.



O nome da mostra – “ÀMì” – vem da língua yorubá e significa “símbolo”. Ela era falada pelo povo de mesmo nome escravizado e comercializado na Costa dos Escravos e trazido ao Brasil na diáspora africana no século XIX. Antes residente abaixo do deserto do Saara, o povo nagô, como ficou conhecido no Brasil, possuía uma riqueza de ritos, cultos e pensamento matemático que acabaram sendo incorporados ao Brasil como parte da cultura nacional.
“Estimulados pela obra de Emanoel Araújo, constante da Coleção Arte Sesc, percebemos um jogo dual que o grande artista nos propunha. Por um lado, a geometrização abstrata, formal; por outro, cores que se relacionam aos cultos afro-brasileiros. Decidimos, então, seguir esta rota, perguntar ao presente sobre o legado deixado por Araújo nas criações mais recentes”, explica o curador Marcelo Campos, fazendo referência aos artistas convidados, Guilhermina Augusti e Raphael Cruz, nomes da nova geração cujos trabalhos dialogam em significado com a obra de Emanoel.
https://artsoul.com.br/revista/eventos/exposicao-ami-signos-ancestrais
EXPOSIÇÃO: ATOS SIMBOLOGIAS




Atos/Simbologias é a primeira mostra individual da artista Guilhermina Augusti e traz, além de obras conhecidas como a bandeira “Atravecar/ Escurecer”, hasteada durante seis meses no museu de arte do rio em 2022, sua primeira série de serigrafias. Dividida em três eixos conceituais, habitar a cidade, habitar a lua e eclosão, as obras apresentam a investigação que a artista realiza em torno da simbologia e signos presentes nas religiões afro-brasileiras e em outras culturas africanas, como os símbolos Adinkras dos povos Ashanti que habitaram o território hoje conhecido como Gana na África ocidental.
O contato com essa simbologia se deu, em algum grau, através do trabalho de Rubem Valentim, Abdias Nascimento e Yêdamaria, nomes com os quais Guilhermina tem
dialogado frontalmente, coletando formas e cores que fazem parte da pesquisa desses artistas. Nessa exposição, impera a obsessão da artista em construir estratégias de exceder criticamente os limites impostos pelas categorias de raça, sexo e gênero, refletindo como essas construções atentam severamente contra seu corpo e sua prática. Permeada pelo desejo de habitar, fazer do cosmos morada, a artista reivindica a lua enquanto esse ambiente possível para que as vidas negras e atravecadas possam existir em conformidade com seus desejos, distantes da miséria e da penúria que assolam o agora. O seu assentamento na lua configura a tentativa de não sucumbir aos ditames de um realismo que se apresenta como fixo e imutável empurrando esses corpos ao desaparecimento. Diz ainda, sobre a necessidade de criar ambientes em que artistas negros, trans e indígenas sejam capazes de experimentar radicalmente em seus trabalhos sem ceder as investidas do sistema da arte em sua missão predatória.
CAIQUE CAVALCANTE

Hasteamento da bandeira museu de arte do rio
5° artista convidada a hastear uma bandeira na instituição.



O Museu de Arte do Rio vai hastear sua nova bandeira neste sábado (14/05). A artista Guilhermina Augusti foi escolhida para criar a bandeira, que traz duas palavras: Atravecar e Escurecer. Além disso, ela trabalhou conjuntamente com elementos geométricos que mostram um pouco da sua ancestralidade negra. Uma geometria identitária e afro-brasileira. Guilhermina usa em seus trabalhos referências de importantes artistas brasileiros como Abdias Nascimento, Rubens Valentim e cria principalmente a observação sobre a geometria.
“Quando penso na bandeira hasteada no MAR com duas fortes palavras que são atravecar e escurecer nesse Rio de Janeiro que vivemos, ela comunica muita coisa. Seja no sentido estético, político e ético. Ela se comunica com muita gente. Ela toca e é tocada em amplo sentido. Penso na capacidade imaginativa de ver novas imagens conjurando vidas a quem sempre teve símbolos espalhados pela cidade, que nos prendiam à nossa subtração. Então, quando penso na bandeira, penso em vida. Uma grande imagem de 5 metros que está ali evocando como uma flecha, uma abertura para algo novo que deve ser construído” .
Projeto para exposição piso CCSP:
Projeto desenvolvido a partir do premio do CCSP.

O Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo chega à sua 31ª edição neste ano de 2021 com a mesma relevância cultural de quando criado há 31 anos, em 1990. Importante plataforma de prospecção artística e fomento à experimentação, cujo alcance nacional permite contemplar artistas de diversas regiões do país.